Muita gente olha para mim e enxerga uma rocha. Blindado. Frio. O cara que não se dobra diante da pressão.
Mas a verdade é que a escuridão sempre ronda o perímetro.
Eu tenho uma visão muito nietzschiana da existência. Eu olho para as tragédias do mundo e elas batem pesado aqui dentro. Doença de criança, violência, injustiça, perdas… Nada disso me passa batido.
Você é assim também?
Por fora, a carcaça é “caveira”. Por dentro, é uma batalha diária contra o abismo. Nietzsche dizia que “aquele que luta com monstros deve cuidar para que ele próprio não se torne um monstro. E se você olhar longamente para dentro de um abismo, o abismo também olha para dentro de você”.
E no meio desse combate mental, eu descobri uma verdade brutal: Graças a Deus eu tenho boletos.
Não estou falando de papel e código de barras. Estou falando de pessoas que dependem de mim, de metas que assumi, de missões que não podem falhar. Estou falando de responsabilidade.
O psiquiatra Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração, já alertava: “A saúde mental baseia-se em um certo grau de tensão — a tensão entre o que já se alcançou e o que ainda se necessita realizar”.
A falta de uma meta clara mata o homem por dentro.
Quando a paralisia tenta me puxar para a cama, quando a mente sussurra para eu recuar, o boleto é o lembrete de que o mundo não vai parar para eu sentir pena de mim mesmo.
A ciência prova que a ruminação ansiosa e a depressão se alimentam da inércia. Você não espera a motivação chegar para agir; você age para que a mente se cure.
Sim, a sombra continua por perto, vigiando. Mas enquanto eu respirar, e enquanto houver uma obrigação para cumprir, ela nunca vai me vencer.
Agradeça pela pressão! São os seus boletos morais, profissionais e pessoais, que mantêm você de pé quando o abismo te convida para cair.
Faca na caveira.🔪💀
Fabricio Medeiros


