Jogue fora seu cartão de visitas

Uma das ferramentas de vendas e apresentação mais velha do mundo - vale a pena jogar o cartão de visitas FORA? Eu não acho, eu tenho certeza que SIM.

Jogue fora seu cartão de visitas

Uma das ferramentas de vendas e apresentação mais velha do mundo, difundida em nível mundial a partir do ano de 1860 – os famosos “Business Card” estão sempre em alta e as gráficas ainda faturam algum com clientes como você.

O que começou sendo usado para confessar dívidas, atualmente representa um símbolo de status social, seja pela empresa, seja pelo cargo.

Separar o homem de negócios do seu porta cartões prateado é missão impossível. Christian Bale, no filme psicopata Americano (1999), que por sinal é uma crítica à uma parte da sociedade da década de 80, demonstra com maestria a importância do cartão de visitas naquela época.

A cena do psicopata analisando os mínimos detalhes de três cartões de visita idênticos é impagável. 

Bem, mas eu resolvi mexer em casa de abelhas e perguntei para alguns grupos de discussão que participo o seguinte: AINDA vale a pena utilizar cartões de visita?

As respostas foram variadas, encontre a sua:

1) Sim, como é que você vai conseguir divulgar seu negócio sem cartão de visitas? É a ferramenta de vendas e marketing mais barata que existe.

2) Acho que sim, mas é bom utilizar apenas com os contatos mais importantes para não gastar cartão.

3) Eu ainda uso e sempre peço porque sou péssimo para decorar nomes e preciso colocar os cartões sob a mesa para não esquecer o nome durante a reunião.

4) Eu acho que um design diferente faz com que o cliente guarde o nosso cartão, por isso ainda recomendo usar.

5) Eu acho que esquecer cartão de visita é um erro crasso inadmissível. Não se deve entregar cartão rasurado nunca.

6) Time que está ganhando não se mexe, eu sempre distribuo meu contato para o máximo número de pessoas que eu conheço, vai que um dia precisam de mim....o cartão já estará lá.

Ufa! Tá bom, né? 

Ok, minha resposta: EU NÃO USO MAIS CARTÕES DE VISITA. Meus amigos gráficos que me perdoem, mas de mim não levarão mais um único centavo.

Eu ainda tenho umas 60 unidades do último cartão bonitinho que eu resolvi fazer para impressionar as pessoas quando fui fazer um curso fora do país. Eu sinceramente não sei mais o que fazer com eles. Eles são de PVC, meio que indestrutíveis pela natureza, entende?

E por que eu não uso mais ?

Porque eu já vi o meu cartão de visitas em dezenas de lugares sórdidos, tais como: gavetas cheias de poeira, latas de lixo de diferente cores e tamanhos, amarrados em ligas de borrachas com centenas de outros cartões e em dezenas de porta-cartões que são consultados uma vez por ano apenas para fazer um belo 5S.

A era de distribuir cartão para todo mundo acabou, isso é panfletagem minimalista.

Você não precisa de design para impressionar, precisa criar conexão. Você não precisa usar cartões para decorar nomes, você precisa é conhecer de fato as pessoas. Não é um erro esquecer cartões, erro é não está acessível a um clique.

Claro que existirão tentações, principalmente se você lembrar do cartão de visita mais famoso do mundo, o do nosso amigo ZuckerBerg – no qual ele diz a célebre frase: I’M THE CEO, BITCH. Como temos um nível muito ”grande” de auto estima, quase sempre nos comparamos com ícones como nesse caso - o dono do Facebook.

Existem também outras tentações para insistir com o cartão de visitas, uma delas é a empresa MOO.COM - se você gosta de design como eu, não entre no site dos caras, você vai pirar com os maravilhosos modelos que existem lá. É incrível como você deseja fazer um, afinal, somos narcisistas, gostamos tanto dos cartões que queremos fazer 1000 unidades e ficar com todas elas é claro.

Mas há quem diga, que o cartão sendo LINDO pode impressionar o cliente. SIM, você vai, mas vai durar 3 segundos.

Os números não mentem, a cada 10 executivos, 7 usam seus smartphones durante horário de trabalho. Que motivo ele teria para abrir gavetas cheias de poeira e pegar o seu cartão de visitas?

As tendências não mentem, os executivos da capital paulista estão gradativamente tirando seus cargos do “Business Card”, afinal, a primeira informação que o sequestrador quer saber é quem é você e quanto de limite seu “cargo” pode sacar.

O que você deve fazer para conseguir criar conexões e não perde-las ao longo do caminho, o que você precisa fazer para ser lembrado sem forçar a barra com aqueles cartões insuportáveis que NUNCA rasgam?

O que realmente importa?

Conexão de verdade – independente do meio, toda estratégia de manter contato será furada se você não criar uma conexão com a outra parte.

Eu distribui 40 cartões em Harvard, meu cartão era foda, impressionou, QR CODE e tudo mais, porém ninguém me adicionou no Facebook, ninguém me mandou um e-mail, exceto o Ivo, a Amanda e a Mirtha, colegas que dividiram jantares e cervejas comigo. Eu não tenho o cartão deles, sorry fellas.

Respeite o Google – Se eu digitar seu nome ou o da sua empresa e não lhe achar no Google, para mim você está morto, uma espécie de Zumbi da série Walking Dead. Eu preciso de 6 segundos para achar uma informação exata no Google, por que haveria de passar 15 minutos procurando o seu cartão de papel?

Abrace o Evernote – como eu sei que é impossível exterminar os cartões de visita dos outros, eu uso esse aplicativo para registrar através de foto ou digitalizo o famigerado cartão de visita do contato. O Evernote torna a informação ora importada - pesquisável.

Normalmente o pessoal fica meio sem jeito quando devolvo o cartão, mas é isso mesmo, eu não preciso do cartão, preciso da informação.

Use o Whatsapp – Se você tem um I-phone ou smatphone inteligente, basta pegar o número do telefone do seu contato e automaticamente todos os dados de outras redes sociais serão cruzados e em poucos minutos você vai saber muito mais sobre aquela pessoa do que qualquer pedaço de papel poderia lhe proporcionar.

Crie grupos no whatsapp e sempre compartilhe informações relevantes, vire referência, de modo que jamais queiram fazer um 5S em você.

Lembre-se: ninguém mais faz negócios com cargos, fazemos negócios com pessoas. É preciso rolar sinergia para que os relacionamentos sejam estreitados e com isso você ganhará confiança para fechar acordos de longo prazo.

O gerente do meu banco virou meu companheiro de BIKE depois que eu o adicionei no whatsapp, os juros ficaram menores...

Aqui uma história: 

Sempre fui extremamente mal atendido por um cliente, vulgo Sr.Hélio. Ele enquanto cliente era um grosso. Mas vida de vendedor, sabe como é.... Acontece que ele nunca lembrava do meu número, sempre ligava para fábrica para pedir meu contato novamente, parecia até que eu nunca tinha deixado um cartão de visitas com eles. Deixei uns 3 mil, só.

Eu já havia perdido as últimas 2 vendas grandes para o concorrente, ele não era apaixonado pelo concorrente, mas de alguma forma, nunca fechava comigo.

Ele já era um senhor de cabelos brancos e usava o mesmo tipo de sapato há 40 anos, como é que eu vou mudar a percepção dele sobre mim?

Eis que um dia, enquanto estávamos em sua pomposa sala mostrando meus preços – ele pede um momento para olhar o I-phone e subitamente começa a rir de forma descontrolada com o que acabara de visualizar no telefone. Eu sabia que era algum vídeo do whatsapp, todo mundo que usa sabe daquele maldito alerta.

Ele se recompôs e retomou a reunião, eu perguntei: não é possível que seja o mesmo vídeo que o meu grupo do whatsapp enviou-me ontem? Ele respondeu: “deve ser o mesmo, esses caras resenham o dia todo, eu estou ficando com os dentes moles de tanto rir com as FULERAGENS que eles mandam.

Sr. Hélio, com todo respeito, não quero que seus dentes caiam, mas se eu lhe mandar um vídeo que o meu grupo enviou hoje.....

Opa meu Jovem, qual é mesmo seu número do whatsapp.....? 

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